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Lesões e Doenças do Joelho

Artrofibrose no joelho: o que é, causas e tratamento

Artrofibrose no joelho causa rigidez e perda de movimento. Veja sintomas, diagnóstico e opções de tratamento.

Ortopedista de Joelho em Goiânia - Dr. Ulbiramar CorreiaDr. Ulbiramar CorreiaAtualizado em 15 de janeiro de 20265 min de leitura
Artrofibrose no joelho

A artrofibrose no joelho é um quadro em que o organismo produz tecido cicatricial em excesso dentro da articulação.

Esse tecido “endurece” o ambiente interno do joelho. O resultado costuma ser rigidez que piora com o tempo, dor e redução da mobilidade, com dificuldade para dobrar ou esticar a perna em tarefas do dia a dia.

Na prática, aparece como uma reação a cirurgia, trauma ou inflamação que se prolonga.

Quando o corpo segue “cicatrizando” mesmo depois do período esperado, a fibrose vai se acumulando. Esse acúmulo trava o movimento e atrapalha o funcionamento normal do joelho.

Sintomas de artrofibrose no joelho

O sinal mais marcante da artrofibrose é a perda de mobilidade do joelho. O paciente percebe dificuldade para estender completamente a perna ou para realizar a flexão adequada.

Entre os sintomas mais frequentes, destacam-se:

  • Rigidez articular persistente.
  • Dor ao movimentar ou forçar o joelho.
  • Limitação progressiva da amplitude de movimento.
  • Sensação de travamento articular.
  • Dificuldade para caminhar, subir escadas ou sentar e levantar.

Em casos mais avançados, essa limitação funcional pode ser mais incapacitante do que a lesão ou cirurgia que deu origem ao problema.

O que pode causar artrofibrose?

A artrofibrose está diretamente relacionada ao processo de cicatrização do joelho. Diversos fatores podem desencadear essa resposta exagerada do organismo.

  • Cirurgias no joelho, como reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA).
  • Artroplastia total do joelho.
  • Artroscopias repetidas.
  • Fraturas articulares.
  • Traumas de alta energia.
  • Infecções articulares.
  • Imobilização prolongada.

Pacientes que mantêm inflamação por tempo prolongado após a cirurgia, iniciam a reabilitação de forma tardia ou não conseguem controlar bem a dor tendem a apresentar maior chance de desenvolver o quadro.

Como é feito o diagnóstico?

Na maioria dos casos, o diagnóstico de artrofibrose no joelho vem da avaliação clínica.

O médico leva em conta o contexto do início do problema, o tempo de evolução e como os sintomas se comportam ao longo dos dias. O exame físico direciona a investigação.

Na consulta, são medidos flexão e extensão, comparando com o outro lado quando possível. Também entram na análise a dor, a sensação de travamento e o quanto isso interfere nas atividades diárias.

Exames de imagem podem entrar como apoio.

  • Radiografias ajudam a checar alinhamento, presença de ossificações e outras alterações ósseas.
  • A ressonância magnética pode contribuir quando existe suspeita de lesões associadas e para organizar o plano de tratamento.

Nessa situação, a avaliação feita por um ortopedista especialista em joelho é decisiva para confirmar a artrofibrose e afastar outras origens da rigidez, como lesões do menisco, comprometimento da cartilagem ou problemas ligados à recuperação cirúrgica.

Como é o tratamento da artrofibrose no joelho?

O tratamento depende da gravidade da limitação, da causa inicial e do tempo de evolução do quadro. Casos diagnosticados precocemente costumam responder melhor às abordagens conservadoras.

As principais opções incluem:

  • Fisioterapia focada em ganho de mobilidade.
  • Exercícios controlados de amplitude de movimento.
  • Controle da dor e inflamação com medicamentos.
  • Aplicação de gelo em fases inflamatórias.

Quando o tratamento conservador não traz ganho funcional ou quando o quadro já está avançado, o médico pode indicar manipulação do joelho sob anestesia ou um procedimento para liberar e remover o tecido cicatricial.

Em muitos casos, essa liberação é feita por artroscopia. A técnica usa pequenas incisões e uma câmera para acessar a articulação, permitindo retirar a fibrose com menor agressão aos tecidos e favorecer a recuperação da mobilidade.

Como prevenir a artrofibrose?

A prevenção da artrofibrose está diretamente ligada a uma reabilitação bem conduzida após cirurgias ou lesões no joelho.

  • Início precoce da mobilização articular quando liberado.
  • Fisioterapia orientada e progressiva.
  • Evitar períodos longos de imobilização.
  • Controle adequado da dor no pós-operatório.
  • Acompanhamento médico regular durante a recuperação.

O seguimento próximo com ortopedista especializado reduz o risco de complicações e favorece a recuperação funcional do joelho.

FAQs

Artrofibrose no joelho tem cura?

Não existe reversão completa da fibrose já formada, mas o tratamento adequado permite recuperar mobilidade e reduzir sintomas.

A artrofibrose sempre precisa de cirurgia?

Não. Muitos casos melhoram com fisioterapia e tratamento conservador quando diagnosticados precocemente.

Quanto tempo após a cirurgia pode surgir artrofibrose?

Ela costuma se manifestar nas primeiras semanas ou meses após o procedimento, principalmente quando há rigidez progressiva.

Exames de imagem confirmam a artrofibrose?

Os exames auxiliam no planejamento, mas o diagnóstico é clínico, baseado na avaliação do movimento e da função do joelho.

Fisioterapia ajuda mesmo nos casos graves?

A fisioterapia é essencial em todas as fases, inclusive após procedimentos cirúrgicos, para evitar nova formação de fibrose.

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