Pular para o conteúdo
Dr. Ulbiramar Correia - Ortopedista Especialista em Joelho
Agendar
Prótese de Joelho

Artroplastia de Joelho: Quando a Prótese é Indicada

Descubra quando a artroplastia de joelho é indicada, o que o médico avalia e como é o processo de reabilitação.

Ortopedista de Joelho em Goiânia - Dr. Ulbiramar CorreiaDr. Ulbiramar CorreiaAtualizado em 16 de julho de 20267 min de leitura
Artroplastia de joelho

Quando o joelho já não melhora com os tratamentos e a dor começa a pesar na rotina, a artroplastia de joelho pode ser avaliada pelo ortopedista. Nessa fase, caminhar, subir escadas ou sair de uma cadeira pode exigir cada vez mais esforço.

Durante a cirurgia, as áreas mais comprometidas da articulação são substituídas por componentes protéticos.

Com a prótese, espera-se ganhar mais conforto e mobilidade. O avanço na recuperação vem aos poucos, com exercícios orientados e cuidados seguidos fora do hospital.

O que é artroplastia de joelho

Na artroplastia de joelho, as áreas comprometidas da articulação são recobertas por peças de metal e polietileno. Com essa substituição, o joelho pode ganhar melhor alinhamento, movimentos mais firmes e menos dor.

Ela é mais comum em pessoas com artrose avançada, mas também pode ser indicada em artrite reumatoide, artrose pós-traumática, necrose óssea e algumas deformidades progressivas.

O ponto central não é só o resultado do exame, e sim o quanto o joelho limita a rotina real do paciente.

Quando a artroplastia é indicada

A cirurgia só passa a ser considerada depois que outras opções não apresentam o efeito esperado.

O ortopedista especialista em joelho com ampla experiência em tratamentos de ponta verifica o uso de medicamentos, a fisioterapia, o fortalecimento dos músculos, os ajustes na rotina e o controle do peso, quando indicado.

As infiltrações também podem fazer parte dessa etapa.

Em geral, a cirurgia passa a ser considerada quando aparecem sinais como:

  • Dor frequente, inclusive em repouso ou à noite;
  • Dificuldade para andar, subir escadas ou levantar;
  • Rigidez importante ao começar os movimentos;
  • Deformidade progressiva, como joelho torto para dentro ou para fora;
  • Perda de autonomia nas atividades do dia a dia;
  • Pouca resposta aos tratamentos sem cirurgia.

A decisão final precisa juntar exame físico, radiografias, histórico clínico, expectativa do paciente e condições de saúde geral. Idade sozinha não define a indicação.

Quais são os tipos

A escolha do tipo de prótese depende da área comprometida, do estado dos ligamentos, do alinhamento do joelho e do padrão de desgaste. Nem todo paciente precisa da mesma cirurgia.

Artroplastia total

Na prótese total, toda a superfície articular mais comprometida é substituída. Ela é a opção mais comum nos quadros de desgaste amplo, com acometimento de mais de um compartimento do joelho.

Artroplastia parcial

A artroplastia parcial, ou unicompartimental, substitui somente a área do joelho atingida pelo desgaste. Quando essa técnica é indicada, as partes preservadas da articulação são mantidas, e a recuperação pode ser mais simples.

Artroplastia de revisão

A revisão é feita quando uma prótese anterior precisa ser trocada por soltura, desgaste, infecção ou falha mecânica. É um procedimento mais complexo e exige planejamento ainda mais cuidadoso.

Como a cirurgia é feita

A cirurgia geralmente dura entre 1 e 2 horas, embora esse tempo varie conforme a complexidade do caso.

Em linhas gerais, o cirurgião faz a incisão, remove a cartilagem e o osso danificados em medida controlada, prepara o osso e posiciona os componentes da prótese.

Depois disso, o alinhamento, a estabilidade e a tensão ligamentar são conferidos antes do fechamento. O paciente pode receber anestesia geral ou anestesia na coluna, e o plano anestésico é definido pela equipe com base no perfil clínico.

Quais são os principais riscos

A cirurgia é bem estabelecida e tem alta taxa de sucesso, mas continua sendo um procedimento de grande porte.

As complicações mais importantes são:

  • Infecção na ferida ou ao redor da prótese;
  • Trombose venosa profunda e embolia pulmonar;
  • Rigidez com dificuldade para dobrar ou esticar o joelho;
  • Dor persistente;
  • Lesão de nervos, vasos ou ligamentos ao redor da articulação;
  • Soltura ou desgaste do implante ao longo dos anos.

A infecção profunda é incomum, mas merece destaque porque pode exigir nova cirurgia. Em fontes ortopédicas de referência, as complicações graves infecciosas aparecem em menos de 2% dos casos.

O que ajuda a reduzir esses riscos

Boa parte da segurança da artroplastia começa antes da internação. Controle do diabetes, suspensão do tabagismo, ajuste de peso quando possível, revisão dos remédios em uso e investigação cardiológica ou anestésica fazem diferença real no resultado.

No pós-operatório, a prevenção de trombose e a mobilização precoce são pontos decisivos. Levantar cedo, caminhar com apoio e seguir a fisioterapia ajuda a reduzir complicações e acelerar o ganho de função.

Como é a recuperação

A recuperação não acontece de uma vez. Ela é progressiva e combina dor controlável, inchaço, adaptação da marcha e ganho gradual de movimento.

Primeiros dias

Nos primeiros dias, o foco é controlar a dor, proteger a ferida, iniciar a fisioterapia e colocar o paciente para andar com andador ou muletas.

Em muitos casos, a alta hospitalar acontece entre 1 e 3 dias, embora alguns pacientes possam ir para casa no mesmo dia e outros precisem de permanência maior.

É comum sentir calor local, inchaço e rigidez no começo. Esses sinais podem fazer parte da cicatrização, desde que estejam dentro do esperado e acompanhados pela equipe.

Primeiras semanas

Nas primeiras semanas, o trabalho principal é recuperar a amplitude de movimento, fortalecer a musculatura e retomar as atividades mais básicas com segurança.

O joelho ainda pode ficar dolorido e inchado no fim do dia, especialmente após mais tempo em pé.

Nessa fase, o paciente precisa manter regularidade com os exercícios. Fisioterapia inconsistente é uma das razões mais comuns para evolução com rigidez e insatisfação.

De 6 semanas a 3 meses

Entre 6 semanas e 3 meses, muitos pacientes já percebem melhora importante para caminhar, subir escadas com mais confiança e reduzir o uso de apoio.

O retorno para dirigir e para atividades leves depende da perna operada, da força muscular, do controle da dor e da liberação médica.

A recuperação, porém, não termina aqui. Ainda existe ganho funcional ao longo dos meses seguintes, principalmente em resistência, equilíbrio e confiança para se mover.

De 3 meses a 12 meses

A fase de consolidação costuma seguir até 1 ano. Nesse período, o paciente continua fortalecendo, melhorando a marcha e entendendo quais atividades fazem bem ao novo joelho e quais sobrecarregam o implante.

Em geral, são preferidas atividades de baixo impacto, como caminhada, bicicleta, natação e hidroginástica. Corrida, saltos e esportes de contato são desencorajados para preservar a prótese.

O que esperar do resultado a longo prazo

A expectativa mais realista é ter menos dor, mais autonomia e melhora da função nas tarefas do cotidiano. Para a maioria dos pacientes, isso já representa uma mudança enorme na qualidade de vida.

Também é importante alinhar os limites. A prótese ajuda muito, mas não faz o corpo voltar ao estado anterior ao desgaste, e o joelho operado ainda precisa de acompanhamento, controle de peso e escolha inteligente das atividades.

Quanto tempo dura uma prótese de joelho

A durabilidade varia conforme a técnica cirúrgica, tipo de implante, peso corporal, alinhamento, nível de atividade e presença de outras doenças. Ainda assim, as referências atuais mostram um cenário animador.

Hoje, muitos implantes duram 15 a 20 anos ou mais, e várias fontes apontam sobrevivência superior a duas décadas em boa parte dos casos.

Isso não significa garantia individual, mas mostra que a cirurgia pode ter efeito duradouro quando bem indicada e bem acompanhada.

Sinais de alerta depois da cirurgia

Nem toda dor no pós-operatório significa problema, no entanto, alguns sinais pedem contato rápido com a equipe médica. O paciente deve procurar avaliação se notar piora importante em vez de melhora gradual.

Os sinais que mais preocupam são:

  • Febre ou calafrios;
  • Vermelhidão intensa ou aumento progressivo do inchaço;
  • Secreção, pus ou sangramento persistente na ferida;
  • Dor forte na panturrilha;
  • Falta de ar ou dor no peito;
  • Joelho muito rígido, instável ou com dor que foge do padrão esperado.

Ao perceber qualquer um desses sinais, não demore para consultar o médico responsável pela cirurgia.

Perguntas frequentes

A artroplastia de joelho dói muito depois da cirurgia?

Existe dor no pós-operatório, especialmente nos primeiros dias, mas ela pode ser controlada com medicação, gelo, fisioterapia e mobilização orientada. O mais importante é que essa dor tenha tendência de melhora progressiva, e não de piora contínua.

Quem tem artrose sempre vai precisar de prótese?

A artrose no joelho não leva obrigatoriamente à cirurgia. Fisioterapia, medicamentos, exercícios, controle do peso e ajustes nas atividades podem reduzir a dor e manter a mobilidade por bastante tempo. A prótese passa a ser considerada quando essas medidas deixam de trazer melhora e o joelho continua comprometendo a rotina.

Depois da prótese posso voltar a fazer exercício?

Sim, e isso faz parte do sucesso da recuperação. O foco é em atividades de baixo impacto, como caminhada, bicicleta ergométrica, natação e hidroginástica, sempre com liberação e progressão orientadas pela equipe.

Continue lendo

Mais sobre prótese de joelho

Prótese no joelho vale a pena
Prótese de Joelho·

Prótese no Joelho Vale a Pena?

Descubra se prótese no joelho vale a pena, quando é indicada e como pode promover uma melhor qualidade de vida.

7 min de leitura