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Dr. Ulbiramar Correia - Ortopedista Especialista em Joelho
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Lesões e Doenças do Joelho

Gota no Joelho: Sintomas e Tratamentos

A gota no joelho é uma condição dolorosa, causando inflamação intensa, dor e inchaço. Conheça os sintomas e tratamentos disponíveis.

Ortopedista de Joelho em Goiânia - Dr. Ulbiramar CorreiaDr. Ulbiramar Correia7 min de leitura
Gota no joelho

A gota no joelho pode acontecer, sim. Embora o dedão do pé seja o local mais lembrado, o joelho também pode inflamar quando cristais de urato se acumulam dentro da articulação.

Quando isso acontece, o quadro chama atenção. A dor aparece de repente, o joelho incha, fica quente e sensível, e até encostar pode incomodar bastante.

Como esses sinais também podem surgir em infecção, pseudogota e outras artrites agudas, o mais importante é não tentar adivinhar a causa em casa.

O que é gota no joelho

A gota é um tipo de artrite inflamatória ligado ao excesso de urato no organismo. Com o tempo, esse excesso pode formar cristais que se depositam nas articulações e provocam crises de dor e inflamação.

No joelho, a crise pode ser bem intensa porque a articulação pode acumular líquido e perder o movimento rapidamente.

Nem toda pessoa com ácido úrico alto desenvolve gota, mas, quando os cristais se formam, a inflamação pode surgir de forma súbita e forte.

Outra característica importante é que a doença vem em fases. A pessoa pode ter uma crise, melhorar por dias, semanas ou meses, e depois voltar a apresentar sintomas se a causa de base não for controlada.

Principais sintomas

Na prática, os sinais mais comuns são estes:

Em muitos pacientes, a crise melhora em alguns dias ou em até duas semanas, porém, não significa que o problema desapareceu.

Sem tratamento adequado, as crises podem ficar mais frequentes, durar mais e trazer dano articular ao longo do tempo.

Por que a gota aparece

A explicação central é simples: o corpo produz urato demais, elimina urato de menos, ou faz as duas coisas ao mesmo tempo.

Quando esse equilíbrio sai do lugar, os cristais podem se formar e desencadear a crise.

Alguns fatores aumentam esse risco com mais frequência:

  • Excesso de peso;
  • Consumo de álcool, especialmente em excesso;
  • Dieta rica em alimentos com muitas purinas, como vísceras, algumas carnes e certos frutos do mar;
  • Bebidas açucaradas em grande quantidade;
  • Doença renal crônica;
  • Pressão alta, diabetes e síndrome metabólica;
  • Uso de alguns remédios, como certos diuréticos;
  • Histórico familiar de gota.

Trauma, cirurgia, desidratação, infecções e mudanças bruscas no organismo também podem servir de gatilho para uma crise em quem já tem predisposição.

Como o diagnóstico é feito

O diagnóstico começa pela história clínica e pelo exame físico.

O médico avalia como a dor começou, se houve crises anteriores, se há febre, se o joelho ficou vermelho e quente e quais doenças ou remédios podem estar por trás do quadro.

O ponto mais importante é lembrar que ácido úrico alto ajuda, mas não fecha diagnóstico sozinho.

Quando o joelho está muito inflamado ou há dúvida sobre a causa, a punção articular tem grande valor.

Nesse procedimento, o médico retira um pouco do líquido do joelho para análise. É a forma mais útil de procurar cristais de urato e, ao mesmo tempo, afastar infecção.

Exames que podem ser pedidos

Dependendo do caso, o médico pode solicitar:

  • Exame de sangue para dosagem de ácido úrico;
  • Análise do líquido sinovial;
  • Ultrassonografia;
  • Tomografia específica em casos selecionados;
  • Radiografia quando há suspeita de dano articular ou outras causas de dor.

Nem todo paciente precisa de tudo ao mesmo tempo. O exame certo depende do quadro, da intensidade da crise e das dúvidas que precisam ser respondidas.

Como é o tratamento

O tratamento tem duas metas. A primeira é aliviar a crise atual. A segunda é impedir que novas crises aconteçam e que a articulação sofra desgaste com o passar do tempo.

Durante a crise

Na fase aguda, o foco é controlar a dor e inflamação. Os remédios mais usados são anti-inflamatórios, colchicina e corticoides, sempre conforme avaliação médica, histórico de saúde e outros medicamentos em uso.

Além dos remédios, algumas medidas simples podem ajudar:

  • Repouso relativo;
  • Gelo por curtos períodos;
  • Elevação da perna;
  • Redução da carga no joelho enquanto a dor estiver forte;
  • Boa hidratação.

Em casos selecionados, a retirada do líquido do joelho pode aliviar a pressão e ainda ajudar no diagnóstico.

Alguns pacientes também podem receber corticoide na própria articulação, mas isso depende da avaliação do médico e da necessidade de afastar infecção antes.

Para evitar novas crises

Depois que a crise melhora, entra a parte mais importante do cuidado: controlar o urato ao longo do tempo quando houver indicação. É isso que reduz o risco de repetição.

O remédio mais usado como primeira escolha é o alopurinol. Quando ele não é bem tolerado ou não resolve como esperado, outras opções podem ser avaliadas, como o febuxostate.

Em geral, o objetivo é manter o ácido úrico em alvo, normalmente abaixo de 6 mg/dL, com ajuste gradual e acompanhamento.

Não é um tratamento que funciona só pela dor do dia. Ele serve para mexer na raiz do problema e traz mais resultado quando a pessoa mantém o plano mesmo fora das crises.

O que ajuda a prevenir

Mudança de hábito não substitui remédio quando há indicação médica, mas ajuda bastante no controle da gota. Em muitos casos, é a soma das medidas que faz o quadro entrar nos trilhos.

Veja alguns cuidados úteis costumam:

  1. Perder peso, se houver excesso.
  2. Beber água ao longo do dia.
  3. Reduzir álcool.
  4. Evitar exageros com vísceras, carnes em excesso e certos frutos do mar.
  5. Diminuir refrigerantes e bebidas açucaradas.
  6. Revisar com o médico remédios que possam elevar o ácido úrico.
  7. Tratar pressão alta, diabetes, obesidade e doença renal quando presentes.

Não precisa transformar a rotina em uma lista impossível. O melhor caminho é ajuste gradual, consistente e realista.

Quando procurar atendimento sem demora

Nem todo episódio precisa de pronto-socorro, mas alguns sinais pedem avaliação rápida:

  • Febre junto com joelho muito quente, vermelho e inchado;
  • Incapacidade de apoiar o peso;
  • Dor muito intensa com piora rápida;
  • Primeiro episódio com grande inchaço;
  • Trauma recente antes do quadro;
  • Mal-estar importante;
  • Suspeita de infecção;
  • Repetição frequente das crises.

Esse cuidado é importante porque um joelho inflamado pode ser gota, mas também pode ser artrite infecciosa, que exige abordagem urgente.

O que pode acontecer se não tratar

Quando a gota fica sem controle por muito tempo, a tendência é a doença sair do padrão de crises isoladas e começar a deixar marcas.

A articulação pode sofrer erosões, perder mobilidade e desenvolver deformidades.

Também podem surgir tofos, que são depósitos de cristais em tecidos próximos, além de aumento do risco de cálculos renais.

Por isso, é tão importante buscar um ortopedista especializado em joelho para avaliar o quadro, pois tratar cedo é bem mais simples do que tentar corrigir um problema já avançado.

Perguntas frequentes

Gota no joelho causa dor forte?

Sim. A gota no joelho pode causar dor intensa, geralmente com início repentino. O joelho também pode ficar inchado, quente, vermelho e muito sensível ao toque. Em alguns casos, a pessoa sente dificuldade até para apoiar o peso do corpo na perna.

Ácido úrico alto sempre significa gota?

Não. O ácido úrico alto aumenta o risco, mas não confirma o diagnóstico sozinho. Existem pessoas com ácido úrico elevado que nunca desenvolvem gota. Também pode acontecer de o exame não mostrar grande alteração durante uma crise. Por isso, a avaliação médica é importante.

Como saber se é gota ou infecção no joelho?

Os sintomas podem ser parecidos, principalmente quando há dor forte, inchaço, calor local e vermelhidão. A diferença nem sempre aparece apenas no exame físico. Quando há dúvida, o médico pode pedir exames e, em alguns casos, retirar líquido do joelho para análise.

Gota no joelho tem cura?

A gota pode ser controlada. O tratamento ajuda a aliviar a crise e, quando indicado, reduz o ácido úrico para diminuir o risco de novos episódios. O controle depende de acompanhamento, uso correto dos remédios e ajustes na rotina, principalmente alimentação, hidratação e redução do álcool.

Quando procurar atendimento?

A avaliação deve ser rápida se houver febre, dor muito forte, piora rápida, joelho muito quente e inchado, dificuldade para pisar ou primeiro episódio com grande inchaço. Esses sinais precisam de atenção porque outras doenças, como infecção articular, também podem causar sintomas parecidos.

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