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Dr. Ulbiramar Correia - Ortopedista Especialista em Joelho
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Cirurgia do Joelho

Exames Antes da Cirurgia de Joelho: O Que É Pedido

Quais exames são pedidos antes da cirurgia de joelho, por que o risco cirúrgico é avaliado, quanto tempo antes fazer e o que pode adiar a sua cirurgia.

Ortopedista de Joelho em Goiânia - Dr. Ulbiramar CorreiaDr. Ulbiramar Correia7 min de leitura
Médico analisando exames de sangue e laudos de um paciente antes da cirurgia

Os exames antes da cirurgia de joelho fazem parte de uma etapa que serve para conhecer melhor as condições de saúde do paciente e reduzir situações que poderiam trazer problemas durante ou logo após a operação.

Não existe uma lista exatamente igual para todas as pessoas.

Idade, tipo de cirurgia, doenças já conhecidas, medicamentos em uso e histórico clínico interferem nos pedidos.

Por que existe avaliação antes da cirurgia

A avaliação pré-operatória não serve apenas para preencher uma exigência antes da internação.

Ela ajuda a equipe a descobrir se existe alguma condição que precisa ser tratada ou controlada antes do procedimento.

Durante essa análise, o médico conversa sobre doenças anteriores, cirurgias já realizadas, alergias, uso de medicamentos e problemas ocorridos em anestesias passadas.

Também são verificados pontos básicos, como pressão arterial, frequência cardíaca e estado geral de saúde.

O chamado risco cirúrgico nasce dessa análise conjunta. Não se trata de um único exame que determina se a pessoa está “liberada” ou “não liberada”.

A intenção é identificar riscos e organizar a cirurgia de maneira mais segura para aquele paciente.

Quem já está com o procedimento indicado e deseja organizar essa etapa pode agendar avaliação pré-operatória em Goiânia.

Quais exames antes da cirurgia de joelho entram na rotina

Os exames de sangue ajudam a verificar situações que nem sempre apresentam sintomas claros.

A solicitação varia de acordo com o histórico de cada pessoa e com o porte da cirurgia.

Os pedidos encontrados com maior frequência são:

  • Hemograma;
  • Glicemia;
  • Função dos rins;
  • Eletrólitos, como sódio e potássio;
  • Exames de coagulação em situações específicas;
  • Outros testes definidos a partir das doenças e dos medicamentos do paciente.

Para que serve o hemograma?

O hemograma permite observar, entre outros dados, a quantidade de hemoglobina no sangue.

Quando esse valor está baixo, existe a possibilidade de anemia. Dependendo da intensidade e do procedimento planejado, o médico talvez prefira investigar ou tratar a alteração antes de operar.

O mesmo exame também oferece informações sobre glóbulos brancos e plaquetas, que precisam ser interpretadas dentro do quadro clínico.

Por que olhar glicemia e função dos rins?

Uma glicemia muito elevada merece atenção, especialmente em pessoas com diabetes. O controle inadequado aumenta a preocupação com infecção e cicatrização.

Já a avaliação dos rins ajuda no planejamento de medicamentos, hidratação e outros cuidados durante a internação.

Nem todo paciente precisa realizar todos os exames disponíveis.

Pedir exames sem considerar idade, histórico e tipo de procedimento não torna a cirurgia automaticamente mais segura.

Exames de imagem

As imagens usadas para decidir a cirurgia também fazem parte do planejamento, mas têm uma função diferente dos exames laboratoriais.

Radiografias mostram ossos, alinhamento do membro e grau de desgaste da articulação.

Em casos de artrose, algumas imagens são realizadas com o paciente em pé para avaliar como o joelho se comporta ao receber carga.

A ressonância magnética fornece informações detalhadas sobre estruturas como:

  • Meniscos;
  • Ligamentos;
  • Cartilagem;
  • Tendões;
  • Algumas lesões ósseas.

A tomografia fica reservada para situações em que é necessário estudar o osso ou a anatomia com mais detalhes.

O exame de imagem solicitado depende muito da cirurgia planejada.

Uma artroscopia por lesão meniscal não exige exatamente o mesmo planejamento de uma prótese de joelho, por exemplo.

Se houver ressonância recente, vale saber como ler o laudo de ressonância magnética do joelho para entender o que foi encontrado.

Avaliação cardiológica e o risco cirúrgico

Uma dúvida frequente é se todas as pessoas precisam passar pelo cardiologista antes de operar o joelho. A resposta é não.

A liberação cardiológica tem maior importância quando existe histórico de doença cardíaca, sintomas sugestivos, fatores de risco relevantes ou quando a avaliação médica identifica alguma razão para investigar o coração.

Idade isoladamente também não conta toda a história.

Uma pessoa mais velha e clinicamente estável pode apresentar condições melhores para a cirurgia do que alguém mais jovem com doenças mal controladas.

Dependendo do caso, o médico solicita:

  • Eletrocardiograma;
  • Avaliação com cardiologista;
  • Exames cardíacos complementares.

Nem sempre um exame cardíaco alterado significa que a cirurgia será suspensa. O resultado precisa ser analisado junto com sintomas, histórico e tipo de operação.

O anestesista também participa dessa decisão. Para quem quer entender essa etapa, vale conhecer como funciona a anestesia nas cirurgias de joelho.

O resultado também orienta a escolha da anestesia da cirurgia de joelho, raquidiana ou geral, definida junto com o anestesista.

A diretriz ACC/AHA de avaliação cardiovascular perioperatória para cirurgia não cardíaca é a referência usada para decidir quem precisa de exames adicionais. A American Academy of Orthopaedic Surgeons orienta o preparo para a cirurgia de prótese.

Avaliação de outras doenças: diabetes, pressão e anemia

Algumas condições merecem atenção especial durante a avaliação pré-operatória, mesmo quando o paciente se sente bem no dia a dia.

Diabetes

O objetivo é verificar como está o controle da glicose.

Uma medição isolada ajuda, mas o médico também leva em conta o acompanhamento recente e, em alguns casos, solicita hemoglobina glicada.

Quando a glicemia permanece muito alta, pode ser necessário melhorar o controle antes da operação.

Pressão alta

Ter hipertensão não impede automaticamente uma cirurgia de joelho.

A preocupação aparece quando a pressão permanece muito elevada ou está instável, principalmente se houver outros problemas cardiovasculares.

O médico avalia as medições recentes e os medicamentos usados pelo paciente.

Anemia

A anemia merece investigação porque algumas operações envolvem perda de sangue.

O grau da alteração, os sintomas e o tipo de procedimento pesam na decisão entre seguir com a cirurgia ou corrigir o problema antes.

Questões ligadas à alimentação, recuperação do organismo e outros cuidados do período anterior à cirurgia pertencem a outro ponto do planejamento.

Esse assunto é explicado no conteúdo sobre preparo imunológico antes da cirurgia.

O IMC também é avaliado, e o artigo sobre peso para colocar prótese de joelho mostra em que faixa o risco aumenta.

Histórico de trombose em cirurgia de joelho ou de outra operação também é levantado, porque muda a prevenção.

O que costuma adiar a cirurgia

Receber um exame fora da faixa de referência não significa automaticamente cancelar o procedimento.

A equipe analisa o tamanho da alteração, sua causa e o impacto que ela teria sobre a cirurgia.

Entre as situações que mais merecem atenção estão três pontos:

  • Infecção ativa: infecções urinárias com sintomas, problemas respiratórios importantes, feridas infectadas e outras infecções precisam ser avaliadas antes de uma cirurgia eletiva.
  • Pressão arterial descontrolada: valores persistentemente muito elevados aumentam o risco durante o procedimento e podem exigir ajuste do tratamento.
  • Glicemia alta: diabetes mal controlado aumenta a preocupação com complicações, principalmente infecção e dificuldade de cicatrização.

Também entram nessa análise anemia importante, alterações cardíacas relevantes e piora recente de alguma doença já conhecida.

O adiamento, quando indicado, não significa abandonar a cirurgia. Na maioria dessas situações, a equipe busca corrigir o problema para realizar o procedimento em condições clínicas melhores.

O tabagismo é outro motivo de adiamento, e o artigo sobre cigarro e cirurgia de joelho explica com quanto tempo de antecedência parar faz diferença.

Quanto tempo antes fazer os exames

Fazer os exames cedo demais traz o risco de eles perderem a validade.

Deixar para os últimos dias também não é uma boa estratégia, porque uma alteração inesperada pode exigir investigação.

Uma programação feita algumas semanas antes da data prevista dá espaço para:

  • Receber os resultados;
  • Passar pela avaliação médica;
  • Esclarecer alguma alteração;
  • Ajustar tratamentos;
  • Repetir exames quando necessário.

O intervalo exato depende do hospital, do cirurgião e do tipo de procedimento.

Alguns serviços estabelecem prazos próprios para hemograma, eletrocardiograma e outros testes.

Um resultado recente também pode ser aceito em determinadas situações, evitando repetir exames sem necessidade.

Quem recebeu uma lista de exames pré-operatórios do joelho deve confirmar com a equipe qual é a validade aceita antes de marcar coletas por conta própria.

Medicamentos que precisam ser ajustados

A lista completa de medicamentos deve ser informada durante a consulta, inclusive aqueles que o paciente toma apenas de vez em quando.

Merecem atenção especial remédios que interferem na coagulação, medicamentos para diabetes e alguns tratamentos usados para pressão ou doenças cardíacas.

Entre os grupos que exigem avaliação estão:

  • Anticoagulantes;
  • Antiagregantes plaquetários;
  • Insulina e outros medicamentos para diabetes;
  • Alguns remédios de uso cardiovascular;
  • Medicamentos que interferem no esvaziamento do estômago, conforme o protocolo anestésico.

O paciente não deve interromper anticoagulante, remédio para pressão ou tratamento do diabetes por iniciativa própria.

Parar uma medicação na data errada também traz riscos. A equipe precisa indicar o que será mantido, o que será suspenso e quando cada medicamento poderá ser retomado.

Levar uma lista escrita, com nome e dose de cada remédio, facilita bastante essa conversa com cirurgião e anestesista.

Perguntas frequentes

Quanto tempo antes da cirurgia fazer os exames?

Muitos pacientes realizam essa etapa algumas semanas antes da operação. O prazo exato varia de acordo com o procedimento e com as regras do hospital, principalmente quando há necessidade de investigar algum resultado alterado.

Exame alterado cancela a cirurgia?

Não necessariamente. Pequenas alterações podem não interferir no procedimento. O médico avalia o resultado junto com o histórico do paciente e decide se é necessário investigar, tratar ou apenas acompanhar.

Preciso de liberação do cardiologista?

Nem todas as pessoas precisam. A avaliação cardiológica é mais indicada quando existem doenças cardíacas, sintomas, fatores de risco importantes ou alguma alteração encontrada na consulta pré-operatória.

Os exames têm validade?

Sim, mas não existe um prazo único para todos os exames e hospitais. A validade depende do tipo de teste, da condição clínica do paciente e do protocolo utilizado pelo serviço onde será realizada a cirurgia.

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