Os exames antes da cirurgia de joelho fazem parte de uma etapa que serve para conhecer melhor as condições de saúde do paciente e reduzir situações que poderiam trazer problemas durante ou logo após a operação.
Não existe uma lista exatamente igual para todas as pessoas.
Idade, tipo de cirurgia, doenças já conhecidas, medicamentos em uso e histórico clínico interferem nos pedidos.
Por que existe avaliação antes da cirurgia
A avaliação pré-operatória não serve apenas para preencher uma exigência antes da internação.
Ela ajuda a equipe a descobrir se existe alguma condição que precisa ser tratada ou controlada antes do procedimento.
Durante essa análise, o médico conversa sobre doenças anteriores, cirurgias já realizadas, alergias, uso de medicamentos e problemas ocorridos em anestesias passadas.
Também são verificados pontos básicos, como pressão arterial, frequência cardíaca e estado geral de saúde.
O chamado risco cirúrgico nasce dessa análise conjunta. Não se trata de um único exame que determina se a pessoa está “liberada” ou “não liberada”.
A intenção é identificar riscos e organizar a cirurgia de maneira mais segura para aquele paciente.
Quem já está com o procedimento indicado e deseja organizar essa etapa pode agendar avaliação pré-operatória em Goiânia.
Quais exames antes da cirurgia de joelho entram na rotina
Os exames de sangue ajudam a verificar situações que nem sempre apresentam sintomas claros.
A solicitação varia de acordo com o histórico de cada pessoa e com o porte da cirurgia.
Os pedidos encontrados com maior frequência são:
- Hemograma;
- Glicemia;
- Função dos rins;
- Eletrólitos, como sódio e potássio;
- Exames de coagulação em situações específicas;
- Outros testes definidos a partir das doenças e dos medicamentos do paciente.
Para que serve o hemograma?
O hemograma permite observar, entre outros dados, a quantidade de hemoglobina no sangue.
Quando esse valor está baixo, existe a possibilidade de anemia. Dependendo da intensidade e do procedimento planejado, o médico talvez prefira investigar ou tratar a alteração antes de operar.
O mesmo exame também oferece informações sobre glóbulos brancos e plaquetas, que precisam ser interpretadas dentro do quadro clínico.
Por que olhar glicemia e função dos rins?
Uma glicemia muito elevada merece atenção, especialmente em pessoas com diabetes. O controle inadequado aumenta a preocupação com infecção e cicatrização.
Já a avaliação dos rins ajuda no planejamento de medicamentos, hidratação e outros cuidados durante a internação.
Nem todo paciente precisa realizar todos os exames disponíveis.
Pedir exames sem considerar idade, histórico e tipo de procedimento não torna a cirurgia automaticamente mais segura.
Exames de imagem
As imagens usadas para decidir a cirurgia também fazem parte do planejamento, mas têm uma função diferente dos exames laboratoriais.
Radiografias mostram ossos, alinhamento do membro e grau de desgaste da articulação.
Em casos de artrose, algumas imagens são realizadas com o paciente em pé para avaliar como o joelho se comporta ao receber carga.
A ressonância magnética fornece informações detalhadas sobre estruturas como:
- Meniscos;
- Ligamentos;
- Cartilagem;
- Tendões;
- Algumas lesões ósseas.
A tomografia fica reservada para situações em que é necessário estudar o osso ou a anatomia com mais detalhes.
O exame de imagem solicitado depende muito da cirurgia planejada.
Uma artroscopia por lesão meniscal não exige exatamente o mesmo planejamento de uma prótese de joelho, por exemplo.
Se houver ressonância recente, vale saber como ler o laudo de ressonância magnética do joelho para entender o que foi encontrado.
Avaliação cardiológica e o risco cirúrgico
Uma dúvida frequente é se todas as pessoas precisam passar pelo cardiologista antes de operar o joelho. A resposta é não.
A liberação cardiológica tem maior importância quando existe histórico de doença cardíaca, sintomas sugestivos, fatores de risco relevantes ou quando a avaliação médica identifica alguma razão para investigar o coração.
Idade isoladamente também não conta toda a história.
Uma pessoa mais velha e clinicamente estável pode apresentar condições melhores para a cirurgia do que alguém mais jovem com doenças mal controladas.
Dependendo do caso, o médico solicita:
- Eletrocardiograma;
- Avaliação com cardiologista;
- Exames cardíacos complementares.
Nem sempre um exame cardíaco alterado significa que a cirurgia será suspensa. O resultado precisa ser analisado junto com sintomas, histórico e tipo de operação.
O anestesista também participa dessa decisão. Para quem quer entender essa etapa, vale conhecer como funciona a anestesia nas cirurgias de joelho.
O resultado também orienta a escolha da anestesia da cirurgia de joelho, raquidiana ou geral, definida junto com o anestesista.
A diretriz ACC/AHA de avaliação cardiovascular perioperatória para cirurgia não cardíaca é a referência usada para decidir quem precisa de exames adicionais. A American Academy of Orthopaedic Surgeons orienta o preparo para a cirurgia de prótese.
Avaliação de outras doenças: diabetes, pressão e anemia
Algumas condições merecem atenção especial durante a avaliação pré-operatória, mesmo quando o paciente se sente bem no dia a dia.
Diabetes
O objetivo é verificar como está o controle da glicose.
Uma medição isolada ajuda, mas o médico também leva em conta o acompanhamento recente e, em alguns casos, solicita hemoglobina glicada.
Quando a glicemia permanece muito alta, pode ser necessário melhorar o controle antes da operação.
Pressão alta
Ter hipertensão não impede automaticamente uma cirurgia de joelho.
A preocupação aparece quando a pressão permanece muito elevada ou está instável, principalmente se houver outros problemas cardiovasculares.
O médico avalia as medições recentes e os medicamentos usados pelo paciente.
Anemia
A anemia merece investigação porque algumas operações envolvem perda de sangue.
O grau da alteração, os sintomas e o tipo de procedimento pesam na decisão entre seguir com a cirurgia ou corrigir o problema antes.
Questões ligadas à alimentação, recuperação do organismo e outros cuidados do período anterior à cirurgia pertencem a outro ponto do planejamento.
Esse assunto é explicado no conteúdo sobre preparo imunológico antes da cirurgia.
O IMC também é avaliado, e o artigo sobre peso para colocar prótese de joelho mostra em que faixa o risco aumenta.
Histórico de trombose em cirurgia de joelho ou de outra operação também é levantado, porque muda a prevenção.
O que costuma adiar a cirurgia
Receber um exame fora da faixa de referência não significa automaticamente cancelar o procedimento.
A equipe analisa o tamanho da alteração, sua causa e o impacto que ela teria sobre a cirurgia.
Entre as situações que mais merecem atenção estão três pontos:
- Infecção ativa: infecções urinárias com sintomas, problemas respiratórios importantes, feridas infectadas e outras infecções precisam ser avaliadas antes de uma cirurgia eletiva.
- Pressão arterial descontrolada: valores persistentemente muito elevados aumentam o risco durante o procedimento e podem exigir ajuste do tratamento.
- Glicemia alta: diabetes mal controlado aumenta a preocupação com complicações, principalmente infecção e dificuldade de cicatrização.
Também entram nessa análise anemia importante, alterações cardíacas relevantes e piora recente de alguma doença já conhecida.
O adiamento, quando indicado, não significa abandonar a cirurgia. Na maioria dessas situações, a equipe busca corrigir o problema para realizar o procedimento em condições clínicas melhores.
O tabagismo é outro motivo de adiamento, e o artigo sobre cigarro e cirurgia de joelho explica com quanto tempo de antecedência parar faz diferença.
Quanto tempo antes fazer os exames
Fazer os exames cedo demais traz o risco de eles perderem a validade.
Deixar para os últimos dias também não é uma boa estratégia, porque uma alteração inesperada pode exigir investigação.
Uma programação feita algumas semanas antes da data prevista dá espaço para:
- Receber os resultados;
- Passar pela avaliação médica;
- Esclarecer alguma alteração;
- Ajustar tratamentos;
- Repetir exames quando necessário.
O intervalo exato depende do hospital, do cirurgião e do tipo de procedimento.
Alguns serviços estabelecem prazos próprios para hemograma, eletrocardiograma e outros testes.
Um resultado recente também pode ser aceito em determinadas situações, evitando repetir exames sem necessidade.
Quem recebeu uma lista de exames pré-operatórios do joelho deve confirmar com a equipe qual é a validade aceita antes de marcar coletas por conta própria.
Medicamentos que precisam ser ajustados
A lista completa de medicamentos deve ser informada durante a consulta, inclusive aqueles que o paciente toma apenas de vez em quando.
Merecem atenção especial remédios que interferem na coagulação, medicamentos para diabetes e alguns tratamentos usados para pressão ou doenças cardíacas.
Entre os grupos que exigem avaliação estão:
- Anticoagulantes;
- Antiagregantes plaquetários;
- Insulina e outros medicamentos para diabetes;
- Alguns remédios de uso cardiovascular;
- Medicamentos que interferem no esvaziamento do estômago, conforme o protocolo anestésico.
O paciente não deve interromper anticoagulante, remédio para pressão ou tratamento do diabetes por iniciativa própria.
Parar uma medicação na data errada também traz riscos. A equipe precisa indicar o que será mantido, o que será suspenso e quando cada medicamento poderá ser retomado.
Levar uma lista escrita, com nome e dose de cada remédio, facilita bastante essa conversa com cirurgião e anestesista.
Perguntas frequentes
Quanto tempo antes da cirurgia fazer os exames?
Muitos pacientes realizam essa etapa algumas semanas antes da operação. O prazo exato varia de acordo com o procedimento e com as regras do hospital, principalmente quando há necessidade de investigar algum resultado alterado.
Exame alterado cancela a cirurgia?
Não necessariamente. Pequenas alterações podem não interferir no procedimento. O médico avalia o resultado junto com o histórico do paciente e decide se é necessário investigar, tratar ou apenas acompanhar.
Preciso de liberação do cardiologista?
Nem todas as pessoas precisam. A avaliação cardiológica é mais indicada quando existem doenças cardíacas, sintomas, fatores de risco importantes ou alguma alteração encontrada na consulta pré-operatória.
Os exames têm validade?
Sim, mas não existe um prazo único para todos os exames e hospitais. A validade depende do tipo de teste, da condição clínica do paciente e do protocolo utilizado pelo serviço onde será realizada a cirurgia.



