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Tratamentos e Procedimentos

PRP no Joelho: O Que É, Como Funciona e o Que Diz o CFM

PRP no joelho: o que é, como funciona, para que serve e o que muda com a Resolução CFM 2.464/2026. Guia do Dr. Ulbiramar Correia, ortopedista em Goiânia.

Ortopedista de Joelho em Goiânia - Dr. Ulbiramar CorreiaDr. Ulbiramar Correia4 min de leitura
PRP no joelho

O PRP no joelho (plasma rico em plaquetas) é um tratamento que utiliza o próprio sangue do paciente para concentrar plaquetas e fatores de crescimento e aplicá-los na articulação.

Desde julho de 2026, o procedimento passou a ser regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina como recurso adjuvante para condições específicas, entre elas a artrose de joelho e o reparo de menisco.

Neste guia, o Dr. Ulbiramar Correia, ortopedista especialista em joelho em Goiânia, explica o que é o PRP, como ele age na articulação, para que serve e o que muda com as novas regras.

O que é o PRP (plasma rico em plaquetas)?

O plasma rico em plaquetas é um concentrado obtido a partir de uma pequena quantidade do sangue do próprio paciente.

Esse sangue é centrifugado para separar e concentrar as plaquetas, que são ricas em fatores de crescimento, substâncias que participam dos processos naturais de reparação dos tecidos.

Por ser produzido com o sangue do próprio paciente (material autólogo), o PRP não usa doadores nem substâncias sintéticas.

Trata-se de uma forma de infiltração no joelho, no mesmo grupo de procedimentos que o paciente pode conhecer por outras aplicações intra-articulares.

Como o PRP age no joelho?

Ao ser aplicado dentro da articulação, o concentrado de plaquetas libera fatores de crescimento que podem modular a inflamação e estimular o ambiente de reparação local.

O objetivo não é “criar” cartilagem nova, e sim melhorar o meio articular, contribuindo para o alívio da dor e da rigidez em casos selecionados.

Justamente por atuar sobre o processo inflamatório e de reparo, o PRP é considerado um tratamento adjuvante: ele soma-se, e não substitui, a fisioterapia, o fortalecimento muscular e, quando indicadas, a cirurgia e outras terapias.

Para que serve o PRP no joelho?

Dentro da ortopedia do joelho, as duas indicações reconhecidas pela nova regulamentação são:

Nos dois casos, a decisão depende de diagnóstico, exames e avaliação individualizada. Conheça também o tratamento de artrose no joelho em Goiânia e o tratamento de lesão no menisco.

O que muda com a Resolução CFM nº 2.464/2026

Até 2026, o PRP era classificado como técnica experimental.

A Resolução CFM nº 2.464/2026, em vigor desde 15 de julho de 2026, passou a autorizá-lo como tratamento adjuvante em quatro condições osteomusculares: artrose de joelho, discopatia lombar, epicondilite lateral do cotovelo e reparo meniscal.

A norma estabelece critérios rigorosos de indicação, segurança e responsabilidade médica. Reunimos o que o paciente precisa saber em Resolução CFM 2.464/2026: o que muda no uso do PRP.

O que o PRP não é: os limites do tratamento

É importante ter expectativas realistas. Segundo as regras vigentes, o PRP não:

  • Pode ser divulgado como promessa de cura ou garantia de regeneração da cartilagem;
  • Substitui uma cirurgia quando ela está indicada;
  • Tem finalidade estética;
  • Deve ser misturado a medicamentos ou células-tronco.

Trata-se de um recurso que pode ajudar em casos selecionados, sempre dentro de um plano de tratamento maior, seguindo a mesma lógica de medicina baseada em evidências que orienta a prática do Dr. Ulbiramar.

Como é feita a aplicação de PRP no joelho?

O procedimento é ambulatorial:

  1. Colhe-se uma pequena amostra de sangue do paciente, que é centrifugada para obter o plasma concentrado.
  2. Em seguida, o material é aplicado na articulação por um médico, com técnica asséptica e material rastreável.

Como qualquer infiltração, pode haver desconforto local nos primeiros dias, assunto que abordamos em a infiltração no joelho dói?.

PRP ou viscossuplementação?

São tratamentos diferentes, com mecanismos distintos, e a escolha depende do caso. Comparamos os dois em PRP ou viscossuplementação no joelho: qual a diferença? e detalhamos a viscossuplementação do joelho em Goiânia.

Perguntas Frequentes sobre PRP no Joelho

O PRP cura a artrose de joelho?

Não. O PRP é um tratamento adjuvante que pode ajudar a controlar a dor e a inflamação em casos selecionados de artrose, mas não regenera a cartilagem nem substitui outras terapias. A própria regulamentação do CFM proíbe divulgá-lo como promessa de cura.

O PRP no joelho é seguro?

Por usar o sangue do próprio paciente (material autólogo), o risco de reações é baixo. A segurança depende de diagnóstico correto, técnica adequada e realização por médico, conforme exige a Resolução CFM nº 2.464/2026.

Quantas sessões de PRP são necessárias?

Não há número fixo. O protocolo é individualizado e definido pelo ortopedista após a avaliação clínica e de imagem, conforme o grau da lesão e a resposta de cada paciente.

Qualquer pessoa pode fazer PRP no joelho?

Não. A indicação exige diagnóstico médico, avaliação individualizada e exclusão de contraindicações. O PRP é indicado apenas em situações específicas e sempre como parte de um plano de tratamento.

Avaliação com especialista em joelho

Só um exame clínico define se o PRP é indicado para o seu caso. Agende uma avaliação com o Dr. Ulbiramar Correia, ortopedista de joelho em Goiânia, e receba uma orientação individualizada.

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