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Dr. Ulbiramar Correia - Ortopedista Especialista em Joelho
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Cirurgia do Joelho

Operar os Dois Joelhos ao Mesmo Tempo: Dá Certo?

Operar os dois joelhos ao mesmo tempo é possível em casos selecionados. Veja as vantagens, os riscos maiores e quando é melhor fazer uma cirurgia de cada vez.

Ortopedista de Joelho em Goiânia - Dr. Ulbiramar CorreiaDr. Ulbiramar Correia9 min de leitura
Pessoa idosa sentada com as duas mãos sobre os dois joelhos

A dor já atrapalha até as tarefas mais simples. Caminhar até o mercado, subir alguns degraus ou levantar do sofá exige esforço, principalmente quando a artrose atingiu as duas articulações. Nesse cenário surge a pergunta: vale operar os dois joelhos ao mesmo tempo?

Quando o ortopedista indica a colocação de próteses, surge uma dúvida: será que é possível operar os dois joelhos ao mesmo tempo e evitar uma segunda internação?

A possibilidade existe e tem vantagens reais, mas não serve para todos os pacientes.

O coração, os pulmões e as condições gerais de saúde precisam estar preparados para uma operação mais longa.

Em determinadas situações, fazer uma cirurgia de cada vez é a escolha mais segura.

Quando a dúvida sobre operar os dois joelhos ao mesmo tempo aparece?

Nem sempre a artrose avança da mesma maneira nos dois lados.

Há quem sinta mais dor no direito, por exemplo, mas também tenha dificuldade para apoiar o peso no esquerdo. Com o passar do tempo, caminhar fica cada vez mais cansativo.

Quando os tratamentos sem cirurgia deixam de controlar os sintomas, o ortopedista pode indicar uma prótese para cada articulação.

É nessa conversa que muitos pacientes perguntam sobre a possibilidade de resolver os dois problemas em uma única operação.

A ideia de evitar duas internações chama a atenção, principalmente para quem trabalha, mora sozinho ou depende de familiares para ajudar durante a recuperação.

Só que a decisão precisa ir além dessa facilidade.

Uma pessoa com boa saúde cardiovascular enfrenta uma situação diferente daquela que já trata problemas no coração, nos pulmões ou nos rins.

O que é cirurgia bilateral simultânea?

Na cirurgia bilateral simultânea, os dois joelhos recebem a prótese na mesma operação.

O paciente passa por uma única anestesia, e o médico realiza a substituição das áreas desgastadas de cada articulação.

Como os dois lados são tratados no mesmo dia, não existe uma perna que possa assumir sozinha o esforço durante a recuperação.

Atividades simples, como sair da cama, ficar em pé e começar a caminhar, exigem mais apoio e cuidados nas primeiras semanas.

Os dois joelhos são operados exatamente ao mesmo tempo?

Não necessariamente. Em geral, a equipe termina a operação de um lado antes de começar a outra.

O termo simultâneo significa que os procedimentos acontecem na mesma sessão cirúrgica, sem uma nova internação.

Durante a avaliação para colocar uma prótese de joelho com ortopedista em Goiânia, vale conversar sobre essa alternativa.

O médico analisa o desgaste, as deformidades e as condições clínicas antes de recomendar o melhor planejamento.

A anestesia para a cirurgia dos joelhos bilateral costuma ser raquidiana, com um único procedimento anestésico para os dois lados.

Vantagens: uma internação, uma reabilitação

Imagine organizar toda a rotina para uma cirurgia: exames, afastamento do trabalho, transporte até o hospital e ajuda de familiares.

Agora imagine repetir esse processo alguns meses depois.

É justamente essa segunda etapa que a operação bilateral simultânea permite evitar.

Veja algumas vantagens:

  • Uma internação para tratar as duas articulações;
  • Um único período de anestesia;
  • Recuperação dos dois lados durante a mesma fase;
  • Menos interrupções na rotina profissional;
  • Uma única organização de apoio familiar;
  • Fisioterapia planejada para os dois membros.

Para determinados pacientes, concentrar as operações facilita bastante o dia a dia.

Outro detalhe merece atenção: quando apenas um lado recebe a prótese, o outro precisa ajudar na sustentação do corpo.

Se a articulação que ficou sem operar também apresenta dor intensa, os primeiros passos podem ser desconfortáveis.

Na cirurgia simultânea, as duas pernas avançam juntas na recuperação. A dificuldade é que ambas precisam de cuidados desde o primeiro dia.

Os riscos que aumentam

Uma operação mais longa representa um esforço maior para o organismo. E, quando envolve as duas articulações, alguns riscos merecem atenção redobrada.

O mais importante é avaliar as condições cardiovasculares.

Durante o procedimento, o coração precisa lidar com alterações na circulação, na pressão arterial e no volume de sangue.

Pessoas com problemas cardíacos prévios apresentam maior preocupação nesse cenário.

Quais complicações merecem atenção?

A cirurgia bilateral simultânea está associada a maior risco de algumas complicações quando comparada à operação de apenas um joelho.

Entre elas:

  • Sangramento: a perda de sangue tende a ser maior, aumentando a possibilidade de transfusão.
  • Problemas cardiovasculares: alterações cardíacas exigem atenção especial.
  • Complicações pulmonares: o esforço cirúrgico e a imobilidade inicial influenciam os riscos.
  • Tromboembolismo: existe preocupação com a formação de coágulos e sua migração para os pulmões.
  • Recuperação inicial difícil**:** caminhar e levantar exigem mais assistência.

Nem todos esses problemas apresentam o mesmo aumento de risco em todos os estudos ou grupos de pacientes.

A condição clínica individual e a experiência da equipe fazem diferença.

O risco cardiovascular é realmente maior?

Essa é uma das principais preocupações.

Uma pessoa com doença cardíaca, por exemplo, não enfrenta uma cirurgia extensa nas mesmas condições de alguém sem problemas de saúde relevantes.

Não significa que a operação bilateral seja perigosa para todos, e sim que a praticidade de uma única internação não compensa qualquer nível de risco.

O risco de trombose depois de operar o joelho é um dos que mais crescem na cirurgia bilateral, e a prevenção precisa ser rigorosa.

Uma revisão sistemática no The Journal of Arthroplasty mostrou que a prótese bilateral simultânea tem internação mais curta, mas maior mortalidade do que a cirurgia em dois tempos. A American Academy of Orthopaedic Surgeons descreve a prótese total de joelho e seus riscos gerais.

Quem pode e quem não deve?

Dois pacientes com radiografias muito parecidas não necessariamente receberão a mesma indicação.

Um deles talvez caminhe diariamente, tenha boa capacidade física e não apresente doenças importantes.

O outro pode conviver com insuficiência cardíaca, anemia, diabetes descontrolado ou limitações respiratórias.

Mesmo que ambos precisem de próteses, o planejamento cirúrgico será diferente.

O que pesa na avaliação?

Antes de decidir, o ortopedista e a equipe médica precisam conhecer vários aspectos da saúde.

Os principais são:

  • Condição do coração e dos pulmões.
  • Idade e capacidade física.
  • Controle de doenças como diabetes.
  • Presença de anemia ou alterações renais.
  • Histórico de trombose.
  • Grau de dificuldade para caminhar.
  • Necessidade de apoio durante a recuperação.

A idade, sozinha, não determina se o paciente pode passar pela cirurgia.

Alguém com mais idade e boa saúde pode estar mais preparado para o procedimento do que uma pessoa jovem com problemas de saúde sem controle adequado.

O conteúdo sobre cirurgia de prótese de joelho em idosos explica melhor o peso dessas características na indicação cirúrgica.

Quando é melhor evitar a cirurgia simultânea?

Doenças cardíacas importantes, problemas pulmonares graves e outras condições clínicas instáveis tornam a decisão mais delicada.

Nesses casos, realizar as operações separadamente oferece uma alternativa mais prudente.

Antes de qualquer definição, os exames e avaliação antes da cirurgia de joelho ajudam a identificar problemas que precisam de atenção.

O objetivo não é apenas verificar se a articulação precisa de uma prótese. É saber se o paciente reúne condições para enfrentar o procedimento escolhido.

O peso do paciente antes da prótese de joelho pesa ainda mais nessa decisão, porque a obesidade aumenta as complicações da cirurgia dupla.

Os exames pedidos antes da cirurgia de joelho são mais rigorosos quando os dois lados serão operados juntos, principalmente a avaliação cardiológica.

A alternativa: cirurgia em dois tempos e o intervalo ideal

Nem todo mundo precisa fazer as duas operações na mesma internação.

Na cirurgia em dois tempos, o ortopedista trata primeiro uma articulação. A segunda fica para outra data, quando o paciente já apresenta condições de passar por um novo procedimento.

Essa alternativa tem uma vantagem importante: o organismo enfrenta uma operação de cada vez.

Também existe uma perna ainda não operada para ajudar nos deslocamentos, mesmo que ela apresente algum desgaste.

Quanto tempo esperar entre as operações?

Não há um intervalo que funcione igualmente para todos.

Algumas cirurgias são programadas com diferença de seis semanas. Outras ficam separadas por três meses ou mais.

A definição depende principalmente da evolução depois da primeira operação.

O médico observa se o paciente já consegue caminhar melhor, se a cicatrização está adequada e se houve alguma complicação.

Também verifica a recuperação da hemoglobina, particularmente quando ocorreu perda importante de sangue.

Não existe vantagem em antecipar a segunda cirurgia quando a pessoa ainda apresenta dificuldades clínicas relevantes.

Qual joelho deve ser operado primeiro?

Aquele que mais dói ou atrapalha as atividades geralmente recebe prioridade.

Mas o cirurgião também analisa o alinhamento das pernas, as deformidades e a estabilidade das articulações.

Se o lado que ficará sem operar apresenta limitações graves, esse detalhe precisa entrar no planejamento da recuperação.

Como a reabilitação muda quando os dois são operados juntos?

Uma das maiores diferenças aparece logo nos primeiros dias.

Depois da cirurgia de apenas um joelho, a outra perna ajuda a pessoa a se levantar e encontrar equilíbrio.

Quando ambos foram operados, essa ajuda não existe da mesma maneira.

Sair da cama, sentar no vaso sanitário ou caminhar alguns metros exige mais esforço e assistência.

Quando o paciente começa a andar?

A equipe geralmente incentiva a movimentação precoce, desde que as condições clínicas estejam estáveis.

O paciente aprende a caminhar com andador, respeitando a orientação sobre apoio e segurança.

Nos primeiros dias, a fisioterapia trabalha movimentos simples, como dobrar e esticar os joelhos dentro dos limites tolerados.

Também são realizados exercícios para ativar a musculatura e melhorar a circulação.

O que muda nas primeiras semanas?

É comum precisar de ajuda para atividades que antes eram feitas sem dificuldade.

Tomar banho, vestir uma calça ou preparar uma refeição requer adaptações temporárias.

Portanto, é importante organizar a casa antes da internação.

Retirar tapetes soltos, deixar os objetos necessários por perto e contar com alguém para ajudar tornam a rotina mais segura.

A recuperação é duas vezes mais demorada?

Não. As duas articulações passam pelo processo de recuperação durante o mesmo período.

A fase inicial, porém, exige mais esforço do que aquela enfrentada por quem operou apenas um lado.

Nas primeiras semanas, levantar da cadeira, dar os primeiros passos e dobrar os joelhos ainda pode ser difícil.

Com o passar dos dias, essas tarefas tendem a ficar mais fáceis, mas nem todos chegam a esse ponto no mesmo prazo.

O fisioterapeuta trabalha essas dificuldades nas sessões, sem cobrar movimentos para os quais o paciente ainda não está preparado.

Afinal, vale a pena operar os dois lados juntos?

A possibilidade de tratar as duas articulações em uma única internação é atraente, especialmente para quem deseja evitar dois períodos separados de afastamento e fisioterapia.

Mas existe um limite para essa vantagem.

Se a saúde cardiovascular ou outras condições clínicas elevarem o risco, dividir as operações pode ser mais adequado.

Operar os dois joelhos ao mesmo tempo é uma alternativa válida para pacientes bem selecionados, não uma escolha indicada para qualquer pessoa com artrose bilateral.

Conversar com o ortopedista sobre os benefícios, as dificuldades da recuperação e os riscos individuais é o caminho para tomar uma decisão mais segura.

Sem uma perna boa para apoiar, usar muletas no pós-operatório do joelho ou o andador exige treino antes da alta.

Perguntas frequentes

É mais arriscado operar os dois joelhos juntos?

Sim, alguns riscos aumentam, principalmente os relacionados ao coração, à perda de sangue e às complicações clínicas. A avaliação pré-operatória ajuda a identificar quem reúne melhores condições para a cirurgia.

Quanto tempo esperar entre uma cirurgia e outra?

O intervalo varia de seis semanas a alguns meses, dependendo da recuperação. O ortopedista considera a cicatrização, a capacidade de caminhar e o estado geral de saúde antes de programar a segunda operação.

Dá para andar operando os dois?

Sim. A caminhada geralmente começa com assistência e uso de andador, quando o paciente apresenta condições clínicas. Como as duas pernas estão operadas, o apoio de profissionais e familiares é especialmente importante.

O convênio cobre as duas?

A cobertura depende da indicação médica, do contrato e das regras aplicáveis ao plano de saúde. É importante solicitar a autorização e confirmar quais procedimentos, materiais e despesas estão contemplados antes da internação.

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