A artropatia degenerativa femorotibial é uma condição que compromete a articulação entre o fêmur e a tíbia.
Esse desgaste progressivo da cartilagem articular causa dor, perda de mobilidade e pode impactar significativamente a qualidade de vida.
Como ortopedista especialista em joelho em Goiânia, vejo diariamente pacientes com essa condição e sei o quanto ela pode ser limitante.
Se você sofre com essa condição, te convido a continuar aqui e entender em detalhes tudo sobre artropatia degenerativa femorotibial e como lidar com ela!
O que acontece no joelho com artropatia degenerativa femorotibial?
O joelho possui três compartimentos articulares: femorotibial medial, femorotibial lateral e femoropatelar.
Na artropatia degenerativa femorotibial, o problema se concentra nos compartimentos medial e/ou lateral.
A cartilagem, que tem a função de proteger os ossos e permitir um movimento suave, começa a sofrer um desgaste progressivo.
Esse processo leva ao atrito entre os ossos, formação de osteófitos (bicos de papagaio), inflamação da membrana sinovial e comprometimento dos meniscos.
O resultado é dor, rigidez e, em estágios avançados, deformidades que dificultam o caminhar.
Quem está mais sujeito ao problema?
A artropatia degenerativa femorotibial afeta principalmente pessoas acima dos 50 anos, sendo mais comum em mulheres, especialmente após a menopausa. No entanto, outros fatores também aumentam o risco:
- Obesidade: O excesso de peso sobrecarrega as articulações e acelera o desgaste.
- Histórico familiar: Tendência genética influencia o desenvolvimento da doença.
- Lesões prévias: Fraturas, lesões ligamentares e meniscais podem predispor ao problema.
- Atividades de alto impacto: Exercícios ou profissões que exigem esforço repetitivo do joelho podem contribuir para o desgaste.
- Alinhamento inadequado dos joelhos: Padrões como joelho varo (arqueado) ou valgo (em X) podem levar a uma distribuição desigual da carga, favorecendo o surgimento da artropatia.
Como identificar os sinais da doença?
O principal sintoma da artropatia degenerativa femorotibial é a dor, que inicialmente aparece durante atividades como subir escadas, agachar ou caminhar por longos períodos.
Com o tempo, essa dor pode surgir até em repouso. Veja outros sinais:
- Rigidez articular: Mais intensa ao acordar ou após longos períodos sem movimentação.
- Inchaço: Pode ocorrer devido à inflamação e ao acúmulo de líquido na articulação.
- Estalos e rangidos: Sensação de atrito ao mover o joelho.
- Fraqueza muscular: O quadríceps, principal estabilizador do joelho, pode perder força.
- Deformidades: Em estágios avançados, o joelho pode apresentar desvio no alinhamento.
O diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica e exames de imagem, como radiografia e ressonância magnética.
Opções de tratamento
O tratamento deve ser individualizado, considerando a gravidade da doença e o estilo de vida do paciente.
Em estágios iniciais, medidas conservadoras ajudam a controlar os sintomas e retardar a progressão da doença.
Abordagens não medicamentosas
- Perda de peso: Reduz a sobrecarga sobre a articulação.
- Fisioterapia: Fortalecimento muscular, exercícios de amplitude de movimento e técnicas de propriocepção ajudam a estabilizar o joelho.
- Uso de palmilhas e joelheiras: Podem auxiliar na redistribuição da carga e aliviar a dor.
- Mudanças no estilo de vida: Reduzir atividades de impacto e optar por exercícios de baixo impacto, como hidroginástica e bicicleta, pode ser benéfico.
Tratamento medicamentoso
- Analgésicos e anti-inflamatórios: Aliviam a dor e reduzem a inflamação.
- Suplementos como colágeno e glicosamina: Embora não sejam uma cura, podem auxiliar na saúde articular.
- Infiltrações com ácido hialurônico: Lubrificam a articulação e podem proporcionar alívio temporário da dor.
- Infiltrações com corticoides: São indicadas em crises mais intensas para reduzir a inflamação.
Tratamentos cirúrgicos
Quando as abordagens conservadoras não são suficientes e a dor limita as atividades diárias, procedimentos cirúrgicos podem ser indicados:
- Osteotomia: Realinhamento ósseo para redistribuir a carga articular.
- Artroplastia total do joelho: Substituição da articulação por uma prótese, recomendada para casos mais avançados.
Como melhorar a qualidade de vida?
Conviver com a artropatia degenerativa femorotibial exige um conjunto de estratégias para minimizar os impactos da doença.
Pequenas mudanças no dia a dia, como manter um peso saudável, praticar atividades físicas adequadas e evitar sobrecarga nos joelhos, fazem grande diferença.
Um acompanhamento médico regular permite ajustar o tratamento conforme necessário e garantir um melhor controle da condição.
É uma condição que pode ser desafiadora, mas com um plano de tratamento adequado e mudanças no estilo de vida, é possível reduzir os sintomas e manter a independência nas atividades diárias.
Então, se você se encontra em Goiânia ou tem a possibilidade de se deslocar até a cidade, entre em contato conosco para uma avaliação detalhada do seu caso.
Imagens: Créditos Pixabay
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