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Cirurgia no Joelho: conheça os 8 tipos de cirurgia mais comuns

O joelho é uma articulação complexa e uma das mais importantes do corpo humano. Composto por ligamentos, menisco, tendões e patela, é essencial para que consigamos realizar atividades do dia a dia, como dirigir, agachar, caminhar, correr, subir escadas, dentre outras.

Diante de uma lesão grave ou mesmo em decorrência do desgaste excessivo dos ossos ou tendões, podemos recomendar uma cirurgia de joelho para que o paciente possa voltar o mais rápido possível à rotina, inclusive à prática esportiva. A cirurgia no joelho também pode ser indicada quando existem deformações na articulação.

Se você tem curiosidade sobre os principais tipos de cirurgia de joelho ou fará alguma operação na articulação, esse texto foi escrito para você. Leia até o final e fique bem informado.

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Cirurgia de joelho: quando o ortopedista pode recomendar?

Recomendamos uma cirurgia de joelho quando o paciente está sofrendo há bastante tempo com dor intensa, possui dificuldade para movimentar a articulação, sofre com instabilidade articular, apresenta deformidades no joelho ou tem osteoartrite, por exemplo. O tratamento cirúrgico geralmente é indicado quando os métodos conservadores não surtiram efeito. Em outros casos, a cirurgia no joelho se apresenta como única opção, dependendo da gravidade do caso.

Além da Anamnese, antes de realizarmos uma cirurgia no joelho solicitamos, ainda, uma série de exames físicos e também de imagem, como radiografia, ressonância magnética, dentre outros. Esses exames ajudam a definir o melhor procedimento cirúrgico e também possibilitam que analisemos várias estruturas do joelho, como ossos e tecidos.

Agora que você conhece algumas condições propensas à cirurgia, está na hora de entender sobre os principais tipos de cirurgia de joelho.

Artroscopia: do diagnóstico à cirurgia

A artroscopia do joelho é um procedimento utilizado tanto no diagnóstico quanto no tratamento de diversos problemas do joelho, dentre eles lesão do LCA e lesão do LCP, lesões dos meniscos, luxação patelar, etc. Por meio dessa técnica, é possível visualizar o interior da articulação através de um instrumento chamado artroscópio.

Para realizar uma cirurgia de joelho por meio da artroscopia, fazemos dois furos com cerca de 1 cm (portais artroscópicos) na frente do joelho e inserimos uma cânula que possui uma micro câmera em sua extremidade. Assim, conseguimos enxergar e avaliar com clareza estruturas internas do joelho, como ligamentos, meniscos, cartilagens, dentre outras. Desse modo, é possível corrigir as alterações identificadas.

A artroscopia do joelho é um procedimento minimamente invasivo, rápido, geralmente leva cerca de 1 hora, e também dar ao paciente uma recuperação rápida e menos dolorosa. Após esse tipo operação do joelho, é necessário tomar alguns cuidados, como ficar de repouso, manter a perna elevada por alguns dias para reduzir o inchaço, tomar os medicamentos recomendados, aplicar compressas frias, utilizar muletas, etc.

Quem pratica exercício físico, geralmente pode retomar às atividades cerca de 1 mês depois, de acordo com as orientações do ortopedista especialista em Joelho.

Meniscectomia: cirurgia de joelho para remover meniscos lesionados

A meniscectomia é uma cirurgia de joelho bastante comum. O procedimento consiste na ressecção (remoção) parcial ou total do menisco lesionado. Todavia, no intuito de preservar a anatomia normal do joelho bem como sua funcionalidade, a meniscectomia total se tornou um procedimento raro. Hoje em dia é preferível suturar ou remover parcialmente o menisco.

A meniscectomia é realizada por meio da artroscopia. Esse procedimento pode ser indicado quando há lesões na área mais central do menisco ou caso uma cirurgia anterior não tenha sido bem-sucedida, por exemplo.

Tanto a meniscectomia parcial quanto a sutura de menisco são procedimentos que possuem alta taxa de sucesso e os pacientes têm recuperação rápida. Quando o paciente é submetido a esse tipo de procedimento, geralmente recebe alta no mesmo dia e utiliza muletas nas primeiras 24 horas.

Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

A reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é um procedimento cirúrgico no qual utilizamos enxerto para substituir o ligamento lesionado – o enxerto funciona como um guia para que o novo ligamento possa se desenvolver.

O enxerto pode ser obtido a partir do tendão patelar, tendões isquiotibiais, localizados na parte posterior da coxa, tendão do quadríceps ou de banco de tecidos. A reconstrução do LCA é uma cirurgia de joelho que evoluiu bastante nas últimas décadas. Com isso, quando um paciente passa por esse tipo de operação no joelho,  o novo ligamento fica semelhante ao original.

A reconstrução do LCA é feita através da artroscopia, pois como já citamos, essa é uma técnica atual e minimamente invasiva. Após o procedimento é imprescindível que o paciente faça fisioterapia. Assim, conseguirá recuperar gradativamente a força e o movimento do joelho, voltando com segurança às atividades cotidianas e à prática esportiva.

Reconstrução do LCP: operação de joelho feita através de artroscopia

A reconstrução do Ligamento Cruzado Posterior (LCP) é similar a reparação do LCA – neste caso também podemos utilizar como enxerto tecido do tendão patelar, dos tendões flexores ou do tendão quadricipital para substituir o ligamento lesionado.

No entanto, a reconstrução do LCP pode ser um pouco mais complexa, pois muitas vezes uma lesão no LCP pode estar associada a lesão de outros ligamentos colaterais ou até mesmo do LCA.

A reconstrução do LCP pode ser feita por meio da artroscopia ou por via aberta, a escolha da técnica é feita pelo cirurgião ortopedista.  Todavia, a técnica mais utilizada nos dias de hoje é a artroscopia, pois é um método que garante menos tempo de internação, menor dor e recuperação mais rápida.

Após a reconstrução do ligamento e total recuperação, o paciente consegue voltar as atividades do dia a dia e também à prática esportiva.

Artroplastia: cirurgia do joelho que consiste no uso prótese

Artroplastia é um tipo de cirurgia do joelho em que cartilagem, fêmur ou tíbia são substituídos totalmente ou parcialmente por próteses metálicas ou de plástico (polietileno). Essa operação do joelho é recomenda quando os tratamentos conservadores não proporcionaram ao paciente qualidade de vida.

Assim, a artroplastia pode ser indicada pelo ortopedista especialista em Joelho para reduzir a dor, corrigir deformidades e instabilidade, melhorar a função em doenças degenerativas do joelho, etc.

Por conta do aumento da expectativa de vida, a artroplastia total de joelho é um procedimento que vem sendo realizado com bastante frequência em pacientes que estão na faixa etária dos 65 aos 79 anos.

Osteotomia: cirurgia do joelho para alinhar a articulação

Osteotomia é uma cirurgia do joelho em que fazemos um pequeno corte no osso para corrigir o mau alinhamento dos membros inferiores, sejam eles valgos (voltados para dentro) ou varo (voltados para fora). O procedimento é feito de acordo com a localização da deformidade. Desse modo, pode ser realizado tanto no fêmur (osso da coxa) como na tíbia (osso da canela).

Algumas das finalidades da osteotomia são corrigir o mau alinhamento dos joelhos, reduzir a dor crônica e melhorar a distribuição do peso nas articulações, pois quando o paciente possui o mau alinhamento dos joelhos, um dos lados fica exposto às forças de compressão e o outro às forças de tensão. O lado exposto às forças compressivas fica sobrecarregado, ou seja, se desgasta mais e a deformidade aumenta paulatinamente.

Quando realizamos esse tipo de cirurgia do joelho, a distribuição do peso nos membros inferiores passa a ser simétrica. Assim, o esforço de uma área em que o joelho está mais comprometido é transferido para a articulação mais saudável e menos desgastada. Após a operação do joelho, há uma melhora da dor, da função e da mobilidade.

A título de curiosidade, o mau alinhamento do joelho pode ter causa fisiológica e também pode decorrer devido a fraturas ou doenças degenerativas do joelho, como a artrose. A osteotomia, geralmente, é recomendada para pacientes com idade inferior a 60 anos e que tenha boa mobilidade do joelho e não esteja acima do peso.

Cirurgia de joelho para corrigir instabilidade da patela

Quando o paciente sofre o primeiro episódio de luxação na patela, na maiorias das vezes não indicamos uma cirurgia de joelho. Geralmente, o tratamento é feito de forma conservadora, por meio do uso de anti-inflamatórios, compressas de gelo e, em alguns casos, utilização de imobilizadores, pois o objetivo é aliviar a dor, melhorar o inchaço e, ainda, não deixar o paciente perder a mobilidade do joelho e tenha a cicatrização adequada dos ligamentos estabilizadores da patela.

No entanto, se a luxação da patela é recorrente (recidivante), há grandes chances de indicarmos uma cirurgia no joelho, pois conforme ocorrem novos episódios de luxação, a estabilidade articular e a falta de segurança aumentam. Dessa forma, a única forma de recuperar a estabilidade articular é por meio de uma operação no joelho, momento em que reconstruímos os estabilizadores da patela.

Hoje em dia a técnica mais utilizada para recuperar a estabilidade do joelho é a Reconstrução do Ligamento Patelofemoral Medial que, pode ou não, ser associada à Reconstrução do Ligamento Patelotibial Medial. Além de melhorar a estabilidade da articulação, a cirurgia busca melhorar o movimento entre a patela e a tróclea e, ainda, visa corrigir fatores anatômicos que predispõem à luxação patelar.

Em síntese, podemos dizer que a cirurgia para luxação da patela pode ser recomendada quando não existe uma melhora da estabilidade patelar com tratamentos conservadores.

Cirurgia do joelho para corrigir lesões de cartilagens

As cartilagens, por serem constituídas de tecido avascular (não recebe irrigação sanguínea), possuem baixo potencial de regeneração. Com isso, são bastante suscetíveis a lesões. Essas lesões das cartilagens, também denominadas de lesões condrais ou lesões osteocondrais, são bastante frequentes e afetam grande parte dos brasileiros.

Quando um paciente é acometido por uma lesão condral, há o aumento do impacto entre os ossos da articulação, o que ocasiona dor e redução significativa da funcionalidade do joelho. Caso não sejam tratadas adequadamente, tendem a aumentar e desencadear outras doenças, como a artrose.

As lesões condrais podem ser causadas por microtraumas de repetição, provocados por atividades excessivas, inclusive esportivas, desequilíbrios musculares, etc. Um exemplo desse tipo de lesão é a condromalácia patelar. Além disso, esse tipo de problema também pode ser causado por traumas agudos, ocasionados por pancadas, torções, batidas, dentre outros.

Os sintomas das lesões condrais variam de paciente para paciente. Todavia, os sinais mais comuns desse tipo de problema são: dor articular, inchaço, rigidez, bloqueio articular, diminuição da força e atrofia dos músculos da coxa, etc. Caso você sinta algum desses sintomas, é importante consultar um ortopedista especialista em Joelho.

Quando a lesão da cartilagem é leve e está no início, o tratamento costuma ser conservador. Para esses casos, geralmente recomendamos fisioterapia para o fortalecimento dos músculos estabilizadores, analgesia local e até mesmo viscossuplementação, como a infiltração com ácido hialurônico.

Cirurgias no joelho para tratar lesões condrais

Em outros casos, porém, somente uma cirurgia no joelho pode aliviar os sintomas. As cirurgias para tratar lesões condrais são um grande desafio, pois não existe uma técnica definitiva capaz de tratar todas a lesões de forma eficaz.

No entanto, como as técnicas cirúrgicas evoluíram muito nos últimos anos, hoje é possível fazer uma operação para lesões condrais por meio da artroscopia. Além disso, em vários países a reconstrução da cartilagem do joelho já é feita com células tronco.

Outro método bastante utilizadas é a AMIC, que consiste na inserção da membrana condrogênica. Quando associada à microfratura, a AMIC possibilita o reparo de algumas lesões pois estimula a formação de uma nova matriz cartilaginosa.

Outra técnica cirúrgica que também pode ser empregada é a mosaicoplastia, este procedimento consiste no transplante de uma cartilagem saudável para o joelho, e essa cartilagem pode ser colhida da mesma área da articulação.

Agora que você conhece um pouquinho sobre os principais tipos de cirurgia de joelho, compartilhe esse texto com os amigos. Além disso, ressalto que todos os procedimentos mencionados acima devem ser realizados por cirurgiões do joelho reconhecidos pela Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ).

Tempo de recuperação de uma operação no joelho

O tempo de recuperação após uma operação no joelho varia, pois é preciso levar em consideração vários fatores. Todavia, no pós-operatório é fundamental seguir todas as orientações médicas, desse modo é possível acelerar a recuperação e prevenir possíveis complicações.

 

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Dr. Ulbiramar Correia

Ortopedia, Traumatologia, Medicina Esportiva & Cirurgia de Joelho.

Dr. Ulbiramar Correia atua há mais de 10 anos em Goiânia e tem expertise em diversos tipos de cirurgia do joelho, como artroscopia, prótese do joelho e medicina esportiva. Em mais de uma década, trata as mais variadas condições médicas que podem acometer os joelhos, dentre elas doenças ósseas, traumatismo, instabilidade articular, luxação, luxação patelar, artrose, osteoartrite, doenças musculoesqueléticas, lesões da cartilagem articular, meniscos e de ligamentos cruzados do joelho.

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