Como ortopedista especializado em joelho, vejo diariamente em meus pacientes a importância do raio X de joelho para um diagnóstico preciso.

Esse exame é um dos mais utilizados para avaliar problemas na articulação, ajudando a identificar desde fraturas até doenças degenerativas, como a artrose.

Rápido, acessível e de baixo custo, ele continua sendo o primeiro passo para entender o que está acontecendo com o joelho do paciente.

Como o raio X de joelho funciona?

O exame usa radiação ionizante para gerar imagens das estruturas ósseas do joelho.

Ossos mais densos absorvem mais radiação e aparecem mais claros na imagem, enquanto tecidos moles, como músculos e ligamentos, ficam mais escuros.

Essa diferença permite que eu, como ortopedista, identifique alterações importantes na articulação dos meus pacientes.

O procedimento é simples: o paciente retira objetos metálicos que possam interferir nas imagens e é posicionado conforme a necessidade do exame.

Dependendo da suspeita clínica, podem ser solicitadas diferentes projeções para uma avaliação mais completa.

Principais tipos de incidência no raio X

Para garantir uma análise detalhada, o exame pode ser feito em diferentes ângulos:

  • Anteroposterior (AP) ou Posteroanterior (PA): Mostra a articulação tibiofemoral e a posição da patela. Costumo solicitar essa incidência para avaliar espaço articular e alinhamento dos ossos.
  • Lateral: Permite ver a patela e a relação entre os ossos do joelho, sendo muito útil para detectar fraturas da rótula e alterações no tendão patelar.
  • Axial da Patela: Avalia o alinhamento da patela e sua relação com a tróclea femoral, essencial para diagnosticar instabilidade patelar.
  • Incidência de Rosemberg: Mais sensível para detectar os primeiros sinais de artrose, pois mostra o desgaste do espaço articular.

Para que serve o raio X do joelho?

Esse é um exame para identificar diversos problemas que podem acometer o joelho:

1. Diagnóstico de fraturas e lesões traumáticas

Em pacientes que chegam ao consultório com histórico de trauma no joelho, o raio X é o primeiro exame que solicito para identificar fraturas, deslocamentos ou luxações.

Ele ajuda a determinar a gravidade da lesão e a necessidade de tratamentos como imobilização ou cirurgia.

2. Avaliação de artrose e outras doenças degenerativas

Nos pacientes com dor crônica no joelho, o raio X é essencial para avaliar a presença de artrose.

O exame permite visualizar sinais como redução do espaço articular, formação de osteófitos (“bicos de papagaio”) e alterações na estrutura óssea.

3. Investigção de doenças inflamatórias

Condições como artrite reumatoide podem ser acompanhadas pelo raio X, que revela erosões ósseas e diminuição do espaço articular nos estágios avançados.

4. Diagnóstico de infecções e tumores

O exame ajuda a identificar sinais indiretos de infecção (“artrite séptica”) e também permite visualizar alterações sugestivas de tumores ósseos.

5. Avaliação pré e pós-cirúrgica

Antes da cirurgia, o raio X é fundamental para planejar o procedimento. No pós-operatório, ele verifica a posição de implantes, a consolidação de fraturas e possíveis complicações.

6. Diagnóstico de deformidades

Alterações como geno varo e geno valgo são quantificadas por meio de radiografias, possibiitando definir o melhor tratamento para o paciente.

Vantagens e limitações do raio X

Vantagens:

  • Exame rápido e de fácil acesso;
  • Baixo custo;
  • Ótima visualização dos ossos;
  • Indolor e minimamente invasivo.

Limitações:

  • Não mostra ligamentos, meniscos ou cartilagem articular;
  • Pode ser necessário complementar com ressonância magnética ou tomografia;
  • Exposição à radiação (embora em doses baixas).

Quando outros exames são necessários?

O raio X de joelho é um excelente exame inicial, mas pode ser preciso complementar a investigação com:

  • Ressonância magnética (RM): Para avaliação detalhada de meniscos, ligamentos e cartilagem.
  • Tomografia computadorizada (TC): Indicada para fraturas complexas.
  • Ultrassonografia: Para detectar alterações em tendões e coleções líquidas.

Conclusão

Como ortopedista de joelho, reforço que o raio X de joelho continua sendo um exame essencial para avaliar fraturas, artrose, lesões traumáticas e outras condições ortopédicas.

Simples e acessível, ele fornece informações valiosas para orientar o tratamento.

Contudo, em casos mais complexos, outros exames de imagem podem ser necessários para complementar o diagnóstico.

Caso tenha ficado alguma dúvida ou você queira saber mais detalhes, estou à disposição!

Imagens: Créditos Pexels

Dr. Ulbiramar Correia

[CRM/GO: 11552 | SBOT: 12166 | RQE: 7240]. Membro titular da SBCJ (sociedade brasileira de cirurgia do joelho), SBRATE (sociedade brasileira de artroscopia e trauma esportivo) e da SBOT(sociedade brasileira de ortopedia e traumatologia).